Segundo o relatório Webshoppers, realizado pela Ebit, o setor de marketplaces movimentou R$ 8,8 bilhões em 2017. Isso representa 18,5% do total de vendas dos e-commerces brasileiros. Esses números, que tendem a crescer nos próximos anos, mostram que o setor já se consolidou no Brasil e segue revolucionando nosso mercado.
Para manter esse crescimento contínuo, os marketplaces estão investindo no fortalecimento de suas marcas por meio das mídias digitais. São elas que movimentam esse modelo de negócio despertando atratividade tanto para vendedores quanto para consumidores.
Por isso ela é o tema do nosso artigo. Aqui você saberá qual é o papel da gestão de mídias digitais nos marketplaces, além de entender as boas práticas para atrair e engajar mais lojistas e clientes. Acompanhe!
Nesse modelo, os lojistas são atraídos pela oportunidade de rápido aumento de receita com baixo investimento em marketing. As lojas parceiras não precisam ir atrás de clientes, gastar com uma plataforma própria ou se preocupar com a divulgação da sua marca, já que essas funções são abarcadas pelo próprio marketplace que recebe uma comissão pelas vendas dos lojistas.
Isso se torna possível por causa do tráfego e da credibilidade já construída pelos marketplaces. Na maioria das vezes essas são marcas já consolidadas no mercado e com alto poder de investimento em marketing. Além dos marketplaces que já nasceram neste universo, como Mercado Livre e Elo7, alguns gigantes do varejo também investem neste modelo, como Shoptime e Walmart.
Para o público, o diferencial de comprar em um marketplace está no fato de que esse modelo funciona como um shopping center virtual, onde é possível encontrar diversidade de ofertas e competitividade de preços — o que justifica os números do início deste artigo. Por isso, quando o assunto é gestão de mídias digitais para marketplaces, é fundamental considerar a interdependência entre esses dois públicos.
A atratividade das vendas depende do interesse dos compradores daquele marketplace; ao mesmo tempo, os clientes são atraídos pela presença, qualidade e variedade de lojistas. E tudo isso só acontece se houver uma marca forte e reconhecida.
Para alcançar esses resultados, as mídias digitais devem nutrir o relacionamento com os lojistas, mostrando o potencial de vendas e rentabilidade do marketplace. Junto aos clientes, por sua vez, é necessário demonstrar a diversidade de ofertas para atender suas demandas e conduzir à conversão.
Veja agora algumas dicas de como fazer a gestão de mídias sociais para fortalecer o marketplace diante desses públicos:
No marketing digital não faltam canais para investir. Mas isso não significa que você precisa estar presente em todos eles. É importante otimizar recursos e investimentos. Ao mesmo tempo, limitar-se a apenas um deles pode reduzir seu alcance. Por isso, focar em canais onde é possível se comunicar com seu público e gerar boa visibilidade é a estratégia ideal.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Olist, os marketplaces brasileiros se concentram sequencialmente em: Facebook Ads, Google Adwords e E-mail Marketing. Para saber se esses são os canais certos para seu negócio, teste os investimentos gradativamente e identifique quais deles trazem mais retorno.
Em marketplaces, os lojistas não esperam ter que investir na aquisição de clientes, já que a visibilidade deve estar garantida. Para isso, é importante investir na otimização para mecanismos de busca (SEO).
É fundamental oferecer uma boa experiência ao visitante e fazer com que ele encontre o que deseja facilmente. Além disso, o uso de palavras-chave, descrições inteligentes e blogposts também ajudam o Google a indexar, garantindo um bom posicionamento para seu conteúdo.
Com os resultados orgânicos do Google é possível alcançar os usuários exatamente quando eles estão buscando alguma solução, sem precisar pagar por isso. Assim, o potencial de conversão do usuário em cliente aqui é alto.
Boas práticas de SEO são essenciais para aumentar a visibilidade e o reconhecimento de um marketplace. Entretanto, nesse modelo os resultados orgânicos tendem a surgir no longo prazo. Por isso, é importante conciliar essa estratégia com as mídias pagas, garantindo a possibilidade de retorno imediato.
Facebook Ads e Google Adwords, por exemplo, começam a gerar tráfego no momento em que os anúncios são ativados. Além disso, a possibilidade de segmentar o público com precisão, torna esse tráfego bastante qualificado e produz mais conversões podendo ser compras de clientes ou cadastros de novos vendedores, entre outros.
Na gestão de mídias digitais, o e-mail marketing é uma das principais ferramentas de relacionamento com o cliente. Ele funciona como uma conversa direta entre o marketplace e seu público, por isso, os recursos de segmentação e personalização são essenciais.
Você pode utilizá-los para enviar ofertas personalizadas e fidelizar consumidores, de acordo com seus interesses ou histórico de navegação. Pode também usá-lo para se relacionar com vendedores, mostrando as vantagens do seu marketplace, como as condições de comissionamento e as oportunidades de divulgação em datas especiais, por exemplo.
Essa é uma amostra de como a gestão de mídias digitais pode fortalecer um marketplace junto a esses públicos, trazendo benefícios para ambos. Afinal, quanto mais clientes forem atraídos, mais interessante será para os lojistas; e quanto maior a quantidade de vendedores, maior será a capacidade de atender às demandas dos compradores.
Para se aprofundar ainda mais nesse assunto, confira o nosso artigo sobre marketing de relacionamento e entenda como se aproximar do público de seu marketplace.